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domingo, julho 11, 2010

Economia e Turismo de Cuba

Economia

O país agora está lentamente se recuperando de uma séria recessão econômica que se seguiu à retirada dos subsídios da antiga União Soviética (cerca de 4 a 6 bilhões de dólares anuais em 1990). Só em 2006 o povo cubano conseguiu recuperar quase o mesmo padrão de vida do final da década de 1980, e a economia de Cuba ainda hoje sofre as consequências do rígido embargo comercial, imposto pelos Estados Unidos desde 1962. De acordo com as autoridades cubanas, o embargo norte-americano teria causado uma perda de mais de 79 bilhões de dólares à sua economia.
Apesar disso o índice de pobreza de Cuba era o sexto menor em 2004 dentre os 102 países em desenvolvimento pesquisados (de acordo com a Pnud, organismo da ONU)
, e Cuba está entre os 83 países do mundo que ostentam um alto Índice de Desenvolvimento Humano (acima de 0,800); em 2007 o IDH de Cuba foi 0,863 (51° lugar - 44º se ajustado pelo PNB).
Em 2006 o crescimento econômico de Cuba, segundo as últimas estimativas da
CIA, foi de 11,1% (estimativa), e segundo a estimativas da CEPAL o PIB cubano pode ter crescido 12,5% (estimativa). A produção industrial cresceu 17.6% em 2006, pela estimativa da CIA. A renda per capita dos cubanos atingiu US$ 4.100 em 2006.
O embargo comercial imposto a Cuba pelos
Estados Unidos, desde 1962, dificulta enormemente a expansão do comércio exterior cubano. Mas Cuba tem conseguido atrair alguns investimentos estrangeiros, cerca de metade deles feitos pela União Européia; grandes investimentos têm sido feitos nas áreas de turismo, energia e telecomunicações. Em meados de 2007 o presidente em exercício, Raul Castro, anunciou novas medidas para incentivar os investimentos estrangeiros em Cuba.
O governo cubano tem criado novas leis, e aumentando a fiscalização, para regulamentar a criação de novos negócios particulares. Atualmente 22% do PIB de Cuba é gerado por negócios particulares. As atividades que podem ser realizadas por particulares são oficinas, pequenos negócios, e prestação de alguns serviços.
Seu
PIB é de 51 bilhões de dólares (2007).

Turismo

O turismo em Cuba obteve um crescimento exponencial desde 1989, quando apenas 270.000 viajaram à ilha caribenha. Em 1990, Cuba recebeu a visita de cerca de 342 mil turistas estrangeiros, e dispunha de aproximadamente 12 mil apartamentos de hotel adequados ao turismo internacional. Em 1999 Cuba já recebeu 1,6 milhão de turistas, o que representou um crescimento médio anual de 19% no número de visitantes durante a década de 1990, e já contava com 32.260 apartamentos de hotel de classe internacional. Em 2003 Cuba recebeu 1,9 milhões de turistas, que geraram US$ 2 bilhões em receitas. Em 2005 Cuba recebeu seu recorde de 2,3 milhões de turistas, o que representou um incremento de 13,2% em relação a 2004. Em 2006 a receita com turismo bateu o recorde, atingindo US$ 2,4 bilhões, mas houve uma pequena queda no número de visitantes, que somaram 2,2 milhões. Em 2007 o Ministro do Turismo, Manuel Marrero, divulgou uma série de medidas tomadas para tornar o turismo cubano mais competitivo no Caribe.
O turismo de massa foi uma das formas encontradas para contornar a crise ecônomica, e hoje é a principal fonte de divisas do país. Estimativas feitas pela World Tourism Organization indicam que, caso tivesse sido levantado o embargo norte-americano, em 2007 cerca de 4 milhões de turistas poderiam ter visitado Cuba, representando uma fatia de mercado de 15,9% do turismo na região do Caribe. Esse turismo poderia gerar uma receita direta de US$ 7,5 bilhões, e geraria uma produção adicional, no resto da economia cubana, de US$ 7,650 milhões. A atividade turística já dá emprego a cerca de 268.000 cubanos, sendo 138.000 em empregos diretos (dos quais cerca de 20% de nível universitário), e 130.000 indiretos.
por Júlia Rodrigues

quarta-feira, julho 07, 2010

Geografia, economia, demografia e subdivisões da República Dominicana

A República Dominicana é um país com belezas naturais bem visíveis, pode-se perceber na sua geografia e grande índice de turismo.

Geografia: A República Dominicana é um país de muitos rios, mas só alguns são navegáveis: Soco, Higuamo, Romana, Yaque del Norte, Yaque del Sur, Yuna, Yuma e Bajabonico.

A região central é montanhosa e coberta por florestas, e uma planície que estende até região leste.

  • - Montanhas Setentrionais, que correm paralelas às Montanhas Centrais e que separam o vale de Cibao das planícies costeiras atlânticas; o ponto mais elevado nesta cordilheira é o Pico Diego de Ocampo;
  • - Montanhas Orientais, que são a mais baixa e mais curta das três cadeias montanhosas, situadas na parte leste do país.

Economia: pode-se dizer que está em vias de desenvolvimento, com uma receita financeira média, dependendo principalmente da agricultura, comércio, serviços e, principalmente, turismo.

Demografia: Aproximadamente a metade dos dominicanos vivem em áreas rurais, e muitos deles são donos de pequenas propriedadades de terra.

Segundo o censo de julho de 2000, a taxa de fertilidade era de três filhos por mulher e a taxa de mortalidade infantil era de 35,93 mortes para cada 1000 nascimentos vivos.

- Educação: Segundo o censo de julho de 2000, as taxas de alfabetização entre os maiores de 15 anos eram:
População total – 82.1%
Homens – 82%
Mulheres – 82.2%.

- Grupos étnicos: A composição étnica da população é formada por:
Brancos – 16%
Negros – 11%
Multi-raciais – 73%

Subdivisões: A República Dominicana divide com o Haiti a ilha Hispaniola, no Caribe. Está dividida em 31 províncias e um distrito. Cada província está subdividida em dois ou mais municípios. Os municípios são compostos, por sua vez, por cidades, vilas e povoados e seções.

por Nayara Andrade

quinta-feira, abril 22, 2010

Países ricos vão crescer 2,3% este ano

As economias do mundo rico, que encolheram 3,2% em 2009, vão crescer 2,3% em 2010, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O órgão também estimou que o desemprego nesses países ainda aumentará para 8,4% e, só no próximo ano, voltará ao nível de 2009, com 8%. Apesar desse desempenho fraco, o principal desafio para os países desenvolvidos será "obviamente a consolidação fiscal", disse hoje o economista chefe da instituição, Olivier Blanchard.


Há um ano, lembrou ele, o risco era de um colapso na demanda privada e de uma nova "Grande Depressão". Por isso, a prioridade era implementar programas de estímulo fiscal e evitar a catástrofe. "Isso nós fizemos." Um ano depois, a perda de receita ameaça levar a uma explosão da dívida pública, advertiu.
Apesar de tudo, a recuperação global é melhor que a esperada, segundo Blanchard. A projeção de crescimento passou de 3,9% em janeiro para 4,2% neste ano. Para 2011 foi estimada uma expansão de 4,3%. As economias emergentes e as desenvolvidas avançarão, no entanto, em ritmos muito diferentes.


Países emergentes e em desenvolvimento deverão crescer 6,3% em 2010 e 6,5% em 2011, liderados pela China, com expansão prevista de 10% neste ano e de 9,9% no seguinte. Nas principais economias emergentes da Ásia, a produção já ultrapassa amplamente os níveis anteriores à crise. O problema, em alguns desses países, é o ritmo excessivo da atividade.


O banco central da China já tomou medidas para conter o ritmo dos empréstimos, por causa do superaquecimento de alguns mercados, como o imobiliário. Nos países emergentes e em desenvolvimento, o crescimento rápido e os juros elevados atraem grandes volumes de capital. O grande problema, nesses países, é encontrar os melhores meios de acomodar esse dinheiro, decidir quanta valorização cambial será admitida e como usar os instrumentos de política econômica para evitar excessos e manter a expansão econômica, observou Blanchard.


Para arrumar suas contas, os governos do mundo rico terão de reduzir os estímulos. Haverá menor sustentação interna para o crescimento. Os emergentes poderão oferecer a solução, segundo Blanchard, estimulando o consumo, dando menor ênfase à exportação e importando mais dos países avançados. O recado vale principalmente para Estados Unidos e China, mas a troca de papeis poderá envolver também outros países.

Comentário

As novas projeções do FMI mostram que o mundo está se recuperando da crise. Mas devem-se fazer ajustes para que o crescimento continue: os países avançados, devem ter de depreciar suas moedas para aumentar as exportações, enquanto emergentes e em desenvolvimento, deverão fazer o contrário: deixar valorizar as suas moedas e reduzir suas exportações. Aceitar essa política é de interesse global.

Por Júlia Rodrigues