O país está localizado no encontro dessas duas placas, numa região naturalmente sujeita à terremotos. O choque entre as placas que cobrem a crosta terrestre é constante. Até que acontece um momento de ruptura, em que as rochas não agüentam mais a pressão do atrito e liberam a energia acumulada sob a forma de vibrações sísmicas, que provocam o terremoto.
A placa de Nazca, que fica no Oceano, desliza para baixo da placa sul-americana. Essas vibrações se propagam para grandes distâncias e podem ser sentidas bem longe do epicentro do tremor. Também provocam as ondas gigantes, os tsunamis.

As razões são várias. O último tremor teve seu epicentro no mar, enquanto o primeiro ocorreu na capital, Porto Príncipe, com população de 3 milhões de habitantes. Além disso, a estrutura do Chile suporta melhor um desastre como o ocorrido - as construções do Haiti são precárias e não resistiram aos tremores. Além disso, as profundidades foram diferentes: 35 km e 10 km, respectivamente.
Tremores de grande magnitude não são novidade no Chile: foi lá que ocorreu o maior terremoto registrado na história: 9,5 graus de magnitude em 1960. O desastre ocorrido no último sábado foi sentido até mesmo em São Paulo, à 2850 km de distância.
Mas não há motivo de preocupação para os brasileiros: nosso país se encontra no meio de uma placa tectônica, tornando impossível que ocorra um terremoto de tamanha magnitude por aqui.
por Júlia Rodrigues
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