As erupções se intensificaram no vulcão localizado sob a geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia. Voos foram cancelados em toda a Europa devido ao risco de pane que a fumaça e as cinzas vulcânicas impõem aos motores das aeronaves.
A decisão das autoridades de aviação de fechar o espaço aéreo do país, diante da proximidade de uma nuvem de cinzas originada do vulcão, trouxe à tona um perigo relativamente pouco conhecido por passageiros e leigos. Segundo especialistas, esse tipo de fenômeno é capaz de estragar janelas e estruturas de aeronaves, ou até parar as turbinas dos aviões em pleno voo.
Em um dos incidentes mais dramáticos já registrados, em 1982, um Boeing da British Airways com 263 passageiros a bordo ficou com as turbinas travadas durante vários minutos depois de atravessar uma nuvem de cinzas na Indonésia. Ao perder altitude e sair da nuvem, o material derretido se condensou e se soltou, e os motores voltaram a funcionar. Com as vidraças quebradas, os pilotos foram obrigados a aterrissar apenas por instrumentos em Jacarta. Em 1989, uma aeronave da KLM sofreu problemas semelhantes ao atravessar uma nuvem de cinzas vulcânicas no Alasca.
A erupção, já lançou uma coluna de fumaça de seis quilômetros de altura e os distúrbios causados pela fumaça ao tráfego aéreo em diversos países da Europa, está impactando conexões em todo o mundo, encarregado da segurança aérea.
O material expelido pelo vulcão já tinha derretido um terço do gelo que cobre a cratera, causando a inundação de um rio próximo à área, e explosões frequentes no solo sob a região pareciam bombas.
O vulcão estava inativo há mais de 200 anos.
por Nayara Andrade
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