sexta-feira, abril 23, 2010

Realização de mais exames de HIV reduziria mortes



Se os números seguirem a tendência da última década, em 2010 pelo menos 11 mil brasileiros vão morrer por causa da Aids. O país é considerado um lugar onde a doença é bem controlada, mas desde o final da década de 1990, quando houve uma redução drástica nas mortes por causa da introdução de novos medicamentos, os casos de morte vêm subindo lentamente.

O problema é quando a descoberta da infecção é feita muito tarde, quando doenças graves já se instalaram por causa da baixa imunidade causada pela Aids.

Por isso o Ministério da Saúde ofereceu 7,4 milhões de teste em 2009 para reconhecer o vírus; já que estima-se que 255 mil tenham vírus e não saibam, no Brasil. Sendo eles: pobres e ricos, homens e mulheres, gays e heterossexuais .

Um dos fatores que contribui para que pessoas fujam do exame é o preconceito contra portadores de HIV. "Você tem que ter uma boa estrutura psíquica para ser capaz de fazer esse exame e encarar um resultado positivo. Conhecemos várias pessoas que tinham sintomas importantes [de AIDS] e não queriam fazer", relata médicos. E completa , "A carga social relacionada ao diagnóstico de HIV no Brasil ainda é muito grande. A chance de alguém pegar hepatite B, por exemplo, é maior do que a de pegar HIV, mas ninguém tem medo de fazer teste de hepatite B."

O maior desafio é combater a doença. Por isso, faça os exames.

Os testes de HIV são gratuitos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2008 foram feitos 6,4 milhões desses exames no país. Em 2009, o número subiu para 7,4 milhões. O aumento se deve principalmente à introdução de testes rápidos, em que o paciente pode saber o resultado em cerca de 30 minutos.

por Júlia Rodrigues

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